Parece que não havia forma dos figos amadurecerem nas figueiras cá de casa. Já andava a ver receitas de figos pelo mundo da blogosfera, há pelo menos um mês. Aliás, já ninguém fala neles. E os meus, pequenos e envergonhados, nada de ficarem maduros.
Há dias, os melros, que assistem sempre ao nascer do sol no meu jardim, deram-me sinal de que os figos estavam doces. Quando dei por ela, os gulosos pássaros já andavam a debicar na fruta. E se eles comem, é porque estão bons!
Lá fui colher os figos. Na verdade, pedi ajuda ao marido, porque as figueiras estavam cheias de aranhas. Mas carreguei o cestinho, enquanto ele colhia.
A primeira receita, como não poderia deixar de ser, é uma deliciosa compota, que nos permite saborear a fruta ao longo do ano, mesmo não sendo época dela. A verdade é que, durante os dias que demorei a passar as fotos para o computador e a preparar esta publicação, um frasquinho de compota de figo com nozes já desapareceu! Por isso, não sei bem se vai durar assim tanto tempo.
Ai a gula...